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Endolaser

Endolaser dói? A resposta honesta que eu dou no consultório

É a pergunta que eu mais recebo no WhatsApp. Em vez de responder "imagina, é tranquilo", prefiro explicar exatamente o que você vai sentir, durante e depois.

Dra. Ariadne Martins

Biomédica Esteta · CRBM-5 nº 6418

Toda semana chega alguém no meu WhatsApp com essa pergunta antes de qualquer outra. Antes de perguntar quanto custa, antes de perguntar quando tem horário: “dói?”.

E eu entendo perfeitamente. Estamos falando de um procedimento em que uma fibra passa por baixo da sua pele. Não tem nada de irracional nesse receio.

O problema é que a resposta padrão do mercado costuma ser um “imagina, é super tranquilo, você nem sente”, e isso não ajuda ninguém. Quem responde assim está tentando fechar uma venda, não está te preparando. E aí a pessoa chega no consultório sem saber o que esperar.

Então vamos com calma.

Durante o procedimento

O endolaser é feito com anestesia local. Antes de começar qualquer coisa, eu anestesio toda a área que vai ser tratada, e espero o tempo necessário para a anestesia agir. Esse tempo de espera não é desperdício: é parte do procedimento.

Depois que a região está anestesiada, o que você sente é movimento e calor, não dor. É uma sensação estranha, eu não vou mentir. A maioria das pacientes descreve como “sentir que tem algo se movendo por baixo da pele”. Estranho, sim. Doloroso, não.

A parte que costuma incomodar um pouco é a picada da anestesia em si, que dura poucos segundos por ponto.

Nos dias seguintes

Aqui é onde eu preciso ser bem sincera, porque é a parte que as pessoas não esperam.

Nos primeiros dias você vai sentir a região dolorida, inchada e sensível ao toque. A comparação que as minhas pacientes mais fazem é com a dor de um treino pesado no dia seguinte, aquele desconforto muscular que aparece quando você encosta ou se mexe.

Também é comum aparecerem manchas roxas. Elas se resolvem sozinhas, mas assustam quem não foi avisada.

Isso melhora a cada dia. E é esperado: o procedimento provoca uma resposta do organismo de propósito, e essa resposta tem sinais.

O que faz diferença de verdade

Nesses cinco anos eu aprendi que o que mais reduz o desconforto de uma paciente não é técnica, é informação e ritmo.

  • Se você sabe o que vai acontecer em cada etapa, seu corpo relaxa.
  • Se você sabe que pode pedir uma pausa a qualquer momento, você não fica tensa esperando o pior.
  • Se alguém está conversando com você durante o procedimento, o tempo passa diferente.

Por isso eu explico tudo antes de executar, pergunto como você está durante todo o atendimento e paro sempre que for necessário. Não é gentileza, é parte do método.

Se você tem muito medo, me diga

Sério. Não tente disfarçar.

Quando uma paciente me conta que tem pavor de agulha, ou que teve uma experiência ruim antes, eu mudo a forma como conduzo o atendimento. Existem recursos para deixar a aplicação mais confortável, e eu uso sem problema nenhum.

O que eu não quero é que você passe por isso apertando a mão na maca e sorrindo por educação.

Ninguém deveria ter medo de se cuidar.

Primeiro passo

Vamos conversar sobre o seu caso?

A avaliação é o começo de tudo, e é gratuita. É nela que eu entendo o que te incomoda, avalio a sua pele e explico com sinceridade o que faz sentido para você, e o que não faz.

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